Nova resolução No. 2221-2018 do Conselho Federal de Medicina informa: Medicina de Urgência não existe mais

O Conselho Federal de Medicina (CFM) criou a área de atuação medicina aeroespacial e ampliou para cinco anos o tempo necessário para a formação do cirurgião cardiovascular. Essas são algumas das mudanças na formação de especialistas previstas na Resolução CFM nº 2.221/18 (acesse o texto aqui), que atualiza a relação de especialidades e áreas de atuação médica. O normativo, aprovado pela Comissão Mista de Especialidades (CME) e homologado pelo plenário do CFM, vai substituir a Resolução nº 2.162/17. A Resolução nº 2.221/18 foi publicado no Diário Oficial da União nessa quinta-feira (24/02) e entra em vigor imediatamente.
Formada por representantes do CFM, da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Ministério da Educação, representado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), a CME tem a competência para, periodicamente, atualizar a lista de especialidades médicas e de áreas de atuação, além de estabelecer as regras para a formação de especialistas. “É natural que ocorra essa atualização, já que novas especialidades e áreas de atuação podem surgir, assim como algumas podem desaparecer ou se transformar”, argumenta o relator da Resolução nº 2.221/18, conselheiro federal pela AMB, Aldemir Humberto Soares.
A Resolução 2.221/18 manteve os mesmos números de especialidades e áreas de atuação já reconhecidas anteriormente: 55 e 59, respectivamente. Apesar de a medicina aeroespacial ter sido incluída como nova área de atuação, a medicina de urgência deixou de existir, pois foi incorporada à especialidade Medicina de Emergência, criada nos últimos anos.
Na formação de especialistas, as novas regras também estabelecem que os três anos para a formação de novos pediatras e cirurgiões gerais serão exigidos a partir de 2020 e não a partir de 2019, como previsto anteriormente. Também acrescentou que a partir de 2020, a residência em clínica médica deverá ser de três anos.
A nova resolução também definiu a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, respectivamente, como as responsáveis por realizar os concursos para a obtenção de títulos nas duas especialidades. Além das provas aplicadas pelas sociedades, os candidatos a especialistas também poderão cursar os programas de residência médica, cuja duração varia de acordo com a especialidade.

Fonte: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=28053:cfm-atualiza-lista-de-especialidades&catid=3


Residentes de Emergência de Minas Gerais participando do atendimento às vítimas em Brumadinho

Residentes de Emergência de Minas Gerais participando do atendimento às vítimas em Brumadinho

Camila Tonini
R2 de Medicina de Emergência da UFMG

 

Sobre a tragédia de Brumadinho, estamos todos abalados com a proporção do desastre e com a quantidade de vítimas.
Foi uma experiência incrível poder acompanhar de perto todo o caos e dar a minha parcela de contribuição no resgate dos sobreviventes!
Gostaria de ressaltar a importância do treinamento para estas situações! E é justamente aí,que entra o papel do emergencista. Somos treinados para manter a cabeça no lugar mediante as difíceis situações de estresse e desespero, e para reconhecer o paciente que precisa de cuidados imediatos que poderão salvar-lhe a vida!
#emergenciajaamorprasempre

Camilla Tonini
R2 Medicina de Medicina de Emergência
Belo Horizonte-MG

 


Sabrina Corrêa da Costa Ribeiro (SP)

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (2001), residência em Clínica Médica e Pneumologia na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, além de Doutorado em Pneumologia pela Universidade de São Paulo. Atualmente é médica supervisora da DIsciplina de Emergências do HCFMUSP e coordenadora da Unidade de cuidados intermediários do HCFMUSP, além de plantonista da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Camilo Ipiranga Tem experiência na área de Medicina, com título de especialista em Pneumologia (SBPT-2004), Terapia Intensiva (AMIB-2005), Emergência (ABRAMEDE 2018) e área de atuação em Cuidados Paliativos (AMB 2018). Especialização em cuidados paliativos pelo instituto Pallium Latinoamerica e Formação em Cuidados Paliativos na Emergência pelo EPEC-EM (Northwestern University Department)

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Breno Douglas Oliveira (CE)

Médico especialista em Medicina de Emergência pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE/AMB) e pela Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE); Pós-graduado em urgência e emergência pré-hospitalar pela Universidade Christus (UNICHRISTUS); Mestre em Ciências Médicas pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR); Doutorando em Saúde Coletiva pela UNIFOR; Membro da Diretoria da ABRAMEDE (Gestão 2020-2021); Supervisor e Preceptor de Residência de Medicina de Emergência da ESP-CE; Coordenador da emergência do Hospital do Coração de Messejana; Docente do curso de Medicina da UNIFOR e UNICHRISTUS; Plantonista do Instituto Dr. José Frota (IJF) e do Hospital do Coração de Messejana.

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